Neste Domingo de Páscoa, o Cardeal Dom Arlindo Furtado convida todos a refletirem sobre a Ressurreição de Cristo à luz da Primeira Carta aos Coríntios, capítulo 15
Nesta manhã deste Domingo de Páscoa, a Pró-Catedral de Nossa Senhora da Graça acolheu com grande fervor a celebração da Ressurreição do Senhor, presidida pelo Bispo da Diocese de Santiago, Cardeal Dom Arlindo Gomes Furtado.
Em sua homilia, marcada por palavras de esperança, verdade e convite à fé, Dom Arlindo dirigiu-se não apenas aos fiéis presentes, mas também aos que acompanhavam a celebração através da Televisão de Cabo Verde, da Rádio Maria e das plataformas digitais, e até mesmo àqueles que não partilham da fé cristã.
O Cardeal exortou todos a lerem o capítulo 15 da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios e a refletirem sobre seu conteúdo. “Mesmo quem não acredita é chamado a ler e meditar”, afirmou. Com esse convite, Dom Arlindo procurou despertar a consciência para o núcleo essencial da fé cristã: a Ressurreição de Jesus Cristo.
O capítulo 15 da Primeira Carta aos Coríntios é uma das passagens mais profundas e teologicamente ricas do Novo Testamento, pois nele, o apóstolo Paulo afirma com convicção que a ressurreição é o pilar da fé cristã.
Ele escreve: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e também é vã a vossa fé” (1 Cor 15,14).
Assim como afirmou o Bispo da Diocese de Santiago durante sua homilia, Paulo recorda aos fiéis que Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, aparecendo a muitas testemunhas, inclusive a ele próprio.
Neste texto, São Paulo combate a incredulidade de alguns que negavam a ressurreição dos mortos. Ele defende que, se não há ressurreição, então nem Cristo ressuscitou e, portanto, todo o esforço cristão seria em vão.
Mas ele proclama com força: “Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram” (1 Cor 15,20), mostrando que a vitória de Cristo sobre a morte é promessa e garantia da ressurreição para todos os que n’Ele crêem.
Dom Arlindo destacou que essa mensagem continua atual, especialmente num tempo marcado por incertezas, guerras, injustiças e perda de valores.
A ressurreição de Cristo é, para os cristãos, uma certeza de que a morte não tem a última palavra, e de que o amor de Deus é mais forte que qualquer dor ou sofrimento.