
Hoje é Sexta-feira Santa e toda a Igreja se une em luto e espírito penitencial para comemorar a Paixão e Morte do Senhor.
A liturgia de hoje, na sua riqueza, oferece momentos intensos para poder aprofundar o mistério do sacrifício de Cristo.
Em todo o mundo cristão são feitas diversas expressões de fé: reza-se a via-sacra, ouve-se o “Sermão das Sete Palavras”, que é uma reflexão sobre as palavras que Cristo pronunciou na Cruz, e são feitas procissões ou eventos públicos semelhantes, geralmente com a imagem de Cristo sofredor e de sua Mãe Dolorosa.
Na Sexta-feira Santa não se celebra a eucaristia ou qualquer outro sacramento, exceto, o sacramento da reconciliação e a unção dos enfermos em caso de necessidade.
Um dia para colocar o coração diante do Senhor
Durante o dia, os fiéis meditam sobre caminho de Jesus Cristo ao Calvário ou ao Gólgota através da via-sacra. Antes do fim do dia, em muitos lugares se celebra o “Ofício das Trevas”, no qual se lembram das trevas em que o mundo caiu quando o Redentor morreu.
Essa celebração, geralmente no interior do templo e num ambiente de escuridão crescente, termina com um sinal de esperança – acende-se uma vela no altar – que lembra que Jesus ressuscitará.
Todas estas formas de piedade tornam evidente que a Igreja, como boa mãe, oferece os meios necessários para se aproximar de Deus e compreender melhor o mistério do seu amor sacrificial, que é infinito. Nunca esqueçamos que Cristo nada guardou para si, que deu tudo pela nossa salvação.
Os fiéis devem viver esse dia mantendo o silêncio, tanto externo como interno, e com um espírito reflexivo.
Hoje também acontece a Celebração da Paixão do Senhor, que recorda os diversos momentos que o Salvador teve que passar nas horas anteriores a sua morte. Este itinerário de dor é recordado passo a passo através da leitura da Palavra, da Adoração da Cruz e da Comunhão Eucarística, consagrada no dia anterior, Quinta-feira Santa.
No final da Celebração da Paixão, depois da Adoração da Cruz, o Missal Romano contempla: “Conforme as condições do lugar ou das tradições populares e, segundo a conveniência pastoral, pode ser cantado o Stabat Mater, (.. .) ou alguma canção apropriada que recorde a dor da Bem-Aventurada Virgem Maria” (VS, n. 20).