
Hoje, 03 de maio, a nossa Diocese celebra o seu patrono, São Tiago Menor, recordando os santos apóstolos Tiago e Filipe, que morreram como mártires por causa de sua fé em Cristo.
São Tiago, também conhecido como "o filho de Alfeu" e "o primo do Senhor", devido ao parentesco de sua mãe com a Virgem Maria, é creditado como autor da primeira epístola católica. Um dos seus provérbios mais conhecidos e profundos é: "A fé sem obras é morta".
Nos Atos dos Apóstolos, São Tiago é descrito como muito querido pela Igreja de Jerusalém, sendo chamado de "o bispo de Jerusalém".
São Paulo, em sua carta aos Gálatas, juntamente com São Pedro e São João, o considera um dos principais pilares da Igreja.
São Paulo relata que, após sua conversão, visitou São Tiago em Jerusalém, encontrando somente ele entre os discípulos. Na última visita de São Paulo a Jerusalém, ele foi diretamente à casa de São Tiago, onde se reuniu com todos os líderes da Igreja local (Atos 21,15).
Nos registros históricos da época, São Tiago é referido como "O Santo". Os fiéis asseguravam que ele nunca cometeu um pecado grave, não consumia bebidas alcoólicas nem carne, passando a maior parte do tempo em oração, o que resultou em calos nos joelhos.
Suas orações eram pela expiação dos pecados do povo, o que lhe rendeu o título de "O que intercede pelo povo". Seu exemplo levou muitos judeus à conversão, provocando a ira dos fariseus e escribas.
São Filipe, nascido em Betsaida, foi discípulo de São João Batista e um dos primeiros apóstolos chamados por Jesus.
Ele perguntou a Jesus sobre a distribuição dos pães durante um milagre (João 6,5-7) e foi procurado por pagãos interessados em conhecer o Senhor (João 12,20-22). Na Última Ceia, Filipe pediu a Cristo: "mostra-nos o Pai" (João 14,8-11).
Após a ascensão de Jesus, Filipe recebeu o Espírito Santo em Pentecostes, juntamente com os outros apóstolos e a Virgem Maria.
Ele foi evangelizar na região da Frígia (atual Turquia), Hungria, Ucrânia e Rússia oriental, sendo posteriormente martirizado em Hierápolis, onde foi crucificado e apedrejado.
No século VI, suas relíquias foram levadas para Roma e colocadas na Basílica dos Doze Apóstolos.