
A chefe nacional do Corpo de Escutismo Católico de Cabo Verde (CEC-CV) avançou hoje que o primeiro encontro dos dirigentes que acontece na Praia de sexta-feira a domingo, pretende definir estratégias que contribuam para uma “mudança de mentalidade”.
Em entrevista Zezinha Alfama revelou que esta transformação tem como propósito uma intervenção mais “activa e de qualidade” dentro das comunidades fazendo jus ao lema da corporação “ser mais para melhor servir”.
Aprofundar o projecto educativo implementado há aproximadamente três anos, com um projecto piloto nos 67 agrupamentos espalhados pelo país, é outro objectivo, delineou, tendo em vista também avaliar, discutir e estabelecer, em conjunto, as estratégias para “cada faixa etária” dos escuteiros e fazer um levantamento das boas práticas a serem implementadas.
“Estamos no final do mandato e é fundamental a avaliação deve ser contínua. No encontro nacional estarão representantes de todas as ilhas presentes no escutismo católico e é um momento de os dirigentes pararem e avaliarem, em conjunto, a realidade de cada ilha, localidade”, disse, defendendo uma melhor sintonia entre os dirigentes para traçar e projectar metas para o futuro.
O projecto educativo é um documento orientador de toda a acção educativa que contém a missão da instituição, assim como as estratégias e ferramentas a atingir, explicou Zezinha Alfama, referindo que foi preciso revisitar a história enquanto povo cabo-verdiano e movimento educativo da Igreja Católica.
Baseando-se neste historial, a mesma adiantou que foi feita uma avaliação do movimento perante os desafios no contexto actual para “dar mais um passo importante” contribuindo para a aprovação, em conselho nacional, da elaboração de um manual educativo.
Ao todo, informou, são 174 inscritos, acreditando que pelo menos uma centena deverá comparecer esta sexta-feira, visando o reforço dos laços de união, fraternidade e pertença ao corpo do escutismo católico.
Neste momento, segundo a responsável, 3.500 membros pertencem à organização, sendo que 3.100 estão registados no sistema de informação e gestão de dados do CEC-CV.
“O nosso principal inimigo, neste momento, é o transporte. A instituição é um movimento com base no voluntariado dos seus membros e os dirigentes, a maioria, trabalha e há factores que condicionam, nomeadamente, a questão da dispensa. Vir das ilhas não está a ser fácil, e com uma centena de dirigentes, pelo menos, corresponderá a um terço dos nossos dirigentes” avançou.
“Teremos que fazer uma grande campanha relacionado, sobretudo, com o pagamento das quotas, não somos sensíveis ao pagamento das quotas. A capacitação passa pelo dirigente ter disponibilidade e estar motivado, por isso há temas novos que vão surgindo como gestão emocional, gestão dos conflitos, educação financeira e cuidado com a casa comum” reiterou, considerando temáticas relevantes na formação dos líderes escutistas.
Instada sobre as principais acções desenvolvidas ao longo deste ano, Zezinha Alfama apontou a formação de uma semana realizada em São Vicente no ano passado, o campo nacional de escuteiros e a elaboração do primeiro projecto educativo que se encontra agora alargada a experimentação em todos agrupamentos.
Fonte: Inforpress