
Na Quinta-feira santa, celebramos a Instituição da Santa Eucaristia e consequentemente, a Instituição do Sacerdócio ministerial, dia da Última Ceia dos Apóstolos com o seu Senhor, dia da Primeira Missa, na qual Jesus quis perpetuar o seu sacrifício, pedido que fosse feito em sua Memória.
Neste dia de profunda ação de graças, por esses irmãos que dedicam sua vida ao pastoreio mais próximo dos fiéis, como pastores com o cheiro das ovelhas, não podemos deixar de recordar que é tarefa de todo o povo de Deus encorajar o surgimento de vocações para o sagrado ministério.
Todos podem e devem cooperar neste trabalho com oração, incentivo e qualquer outra iniciativa destinada a favorecer o discernimento da vocação ao sagrado ministério pelos jovens e também pelos não tão jovens.
Dentro do povo de Deus, uma tarefa particular é confiada às famílias e educadores cristãos, bem como aos sacerdotes, especialmente aqueles que exercem o cuidado das almas.
A natureza da ordem sagrada, como sabemos, é acima de tudo sacramental, pois é um verdadeiro sacramento, instituído pelo próprio Cristo e, como tal, pertence à estrutura essencial da Igreja a ponto de que não pode haver verdadeira Igreja onde não permaneça o sinal do sacerdócio.
O sacramento da ordem é um sinal eficaz da graça divina: os fiéis que o recebem são configurados a Cristo sacerdote e pastor que nutre, guia e santifica o seu povo. O sagrado ministério, portanto, não é exercido em nome de outros, mas em nome de Cristo.