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Padre Jose Eduardo

Terminada a primeira semana académica da Escola de Formação Cristã, marcada pela discussão e reflexão sobre "A Educação Moral e Religiosa como Missão da Igreja", o Padre José Eduardo Furtado Afonso - diretor da Escola de Formação Cristã, afirma ter sido uma semana de "muita aprendizagem, de muita interação entre os formandos e os formadores, de intenso trabalho, estudo e discusões teológicas que não estamos habituados a fazer no nosso dia a dia". 

Foi proposto para a reflexão temas que nós como humanos sentimos a necessidade de refletir "questões teológicas, questões sobre Deus e sobre o modo como nos organizamos em igreja e com a Igreja para dar o nosso contribuo na elevação do diálogo entre a cultura e fé, despertanto em todos a necessidade de aquisição -através do estudo sério e competente -, assimilação e interriorização de ferramentas que nos ajudam a fazer herminêutica da realidade com outros olhos, isto é, a partir do olhar da fé -não uma fé cega e ingénua, mas sim uma fé assente em pressupostos racionais, embora temos a consciência que a fé ultrapassa os limites da racionalidade sem ser irracional".

O diretor afirma ainda que da reflexão feita durante a semana académica puderam perceber que " Se há uma coisa que não podemos negar é a matriz judaico-cristã que está nos alicerces da nossa caboverdianidade e, por conseguinte, da nossa identidade. Toda a tentativa de banir do nosso quaotidiano a matriz cristã, é negar a nossa história". 

Questionado ainda sobre como a disciplina de EMRC (Educação Moral e Religiosa Católica) poderá contribuir para o desenvolvimento moral dos adolescentes e jovens em Cabo Verde, ele responde que "com a implementação da disciplina de EMRC, a sociedade caboverdiana vai ganhar outra bagagem existencial e outro modo de interpretar o mundo , a vida e até a própria morte. A EMRC tem como foco a formação integral da pessoa. É uma disciplina cujos temas são transversais, isto é, toca todas as dimensões da vida de uma pessoa, desde o modo como lida com os outros, o saber estar e o saber relacionar-se na e em sociedade, o respeito pelo outro e sua dignidade, a sacralidade da vida, a abertura ao trancendente, a questão do sentido da vida, a responsabilidade e o compromisso, etc. No fundo dá-nos ferramentas para discernirmos, como nos diz S. Paulo, "o que é justo, verdadeiro e belo" nos lugares onde jogamos a nossa existncia, isto é, na nossa quotidianidade".

Portanto, quem frequentar esta disciplina, seguramente estará melhor preparado para enfrentar a vida e as demandas da sociedade. saberá ser bom cidadão, bom pai ou uma boa mãe no futuro.