«NO CORAÇÃO DO POVO DE CABO VERDE MARIA TEVE UM LUGAR ESPECIAL DESDE SEMPRE»: PE. J. CONSTANTINA BENTO NA SOLENIDADE DA ASSUNÇAO DA VIRGEM MARIA

Ressoaram alto e em bom som estas palavras do Pe. José Constantina Bento, Vigário forâneo de Santiago Sul e Maio, durante a homilia da Missa na solenidade da Assunção da Virgem Maria, no largo atrás da Igreja de Nossa Senhora da Graça, Praia.

E para ilustrar esta realidade, ele citou alguns títulos de Nossa Senhora, os mais conhecidos entre nós: «Senhora da Luz, do Rosário, de Fátima, do Monte, da Ajuda, das graças e da Graça e, no Barlavento, Nossa Senhora da Piedade, da Penha etc etc». Estamos a fazer bem , celebrando estas festas, disse, e «não seremos nós hoje a deixar que essa devoção à Virgem Maria desapareça».

O Presidente da celebração deixou claro que o povo estava a celebrar a grandeza de Maria, uma realidade com fundamento bíblico, algo «percebido por Isabel» que chamou Maria, «A Mãe do meu Senhor».

As duas mulheres, grávidas, encontraram-se e foram uma para outra de grande auxílio, quando ambas «tinham problemas a enfrentar», salientou o P.Constantina Bento, que exortou cada um a «sair como Maria e a ir à cidade», abertamente, ser prestativo a  alguém que precise. Isabel não podia falar da «glorificação de Maria», mas ela entendeu a grandeza da Mãe de Deus, que a solenidade da Assunção salienta.

A solenidade da Assunção foi reconhecida pelo povo de deus desde os primeiros séculos, mesmo sem uma proclamação oficial do Magistério da Igreja. Maria triunfa da morte sem passar pela corrupção do túmulo, antecipando, assim, a nossa vocação comum a viver na glória. Por isso, ela é sinal forte de esperança do povo peregrino.

Depois, o presidente referiu aos dois grande sinais de que falam a 1ª leitura: Da mulher vestida de sol e do dragão, que apenas destrói e está à espera para devorar o filho assim que nascer. «Esta é a nossa situação», explicou o pe. José Constantina, porque «chegou a salvação, mas o Mal, persiste, nós «vemos coisas que nos deixam apavorados». Mas aqui há uma luta desigual que é vencida pela sinal-mulher, já que «no fim a mulher foi salva e o filho está no trono».

O Pedre Constantina falou também de Maria como «uma mulher não instalada, mas mulher que se põe a caminho. «ta futi-futi procurando soluções para o problema»: E neste ponto, o Presidente lembrou que todos podemos ajudar alguém, servindo e lutando como a Virgem Maria.

Este ano, a paróquia de N. Sra da Graça teve uma dinâmica especial na preparação da festa da padroeira, que arrastou milhares de pessoas para a procissão às 16 horas, seguida de solene eucaristia.

Houve mais pessoas do que no ano passado. Para o pároco, Pe. António Manuel Ferreira, é sinal «da consciência do valor desta celebração e reflexo da pertença afetiva e efectiva à Igreja que celebra a mãe do Céu.


Na procissão havia umas novidades: anjos ladeando o andor, carregado pela Guarda Municipal, crianças de diversas comunidades que se «vestiram» em representação dos diversos títulos de Nossa Senhora, as damas de Maria, etc.

«E fruto do trabalho de uma comissão paroquial que promove a piedade popular, diz o Pe. Ima, já que a imagem ajuda a despertar e manter a fé, sabendo purificar de corrigir onde é preciso. Estamos na era da imagem E a Igreja sempre recorreu à arte cultura, pintura, escultura etc na evangelização e estamos a remar esses aspectos visuais», comentou.

No fim da Missa, o pároco agradeceu a colaboração de tantas pessoas, ada Câmara municipal e demais organizações que tornaram possível a «grande homenagem a Maira, celebrada coim o título de Bentida entre as mulheres».

O Pároco, Pe. António Manuel Ferreira, vê na dinâmica de cada celebração um desafio da paróquia em «continuar a preparar sempre melhor a festa envolvendo fiéis e autoridades e grupos em geral, enquanto membros vivos da comunidade e da Cidade.

Ele salienta «a histórica ligação história remota -  do povoado, da vida e da Cidade (agora com 160 anos) - à Santa Maria, facto que deve ser destacado e que se traduz na relação do povo com a virgem Maria».

PZB

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