GOVERNO INICIA PROCESSO DE DIÁLOGO COM VÁRIAS INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS DE CABO VERDE

“O Governo quer uma relação clara e transparente entre o Estado e as instituições religiosas e da solidariedade social do País”, avançou o Ministro de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire, no âmbito dos encontros iniciados ontem, 09 de janeiro, pelo Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, com as entidades religiosas, visando auscultar e reforçar o diálogo entre as duas partes.

Segundo o Ministro, o Governo pretende, num quadro institucional, um relacionamento muito estável e previsível, cada vez mais intensa e transparente entre a Igreja e o Estado, cada um exercendo o seu papel, particularmente, neste momento em que o país está a passar por um mau ano agrícola.

“A ideia é transmitir mais proximidade e explicar bem as medidas que estão a ser implementadas pelo Governo, neste âmbito, demonstrando que tudo o que se está a fazer é para o bem de Cabo Verde”, frisou.

Os encontros iniciados hoje, começou com a receção de cortesia do Bispo da dioese de Santiago de Cabo Verde, Cardeal Dom Arlindo Furtado, tendo sido abordado na reunião questões como a Sé Catedral da Diocese de Santiago (na Cidade da Praia), a introdução da disciplina Religião e Moral nas escolas públicas.  Ficou definido um roteiro sobre o seu faseamento e planificação.

No encontro foi, ainda, reforçado o diálogo sobre o património cultural e religioso construído no país, que representa o esforço de séculos de história de Cabo Verde e dos cabo-verdianos. Neste quesito, Fernando Elísio Freire adiantou que o Governo vai enviar às igrejas as certificações das instituições do Estado e assim ser criado um quadro de entendimento em que as duas partes já mostram abertura para tal.

Por sua vez, o Cardeal Dom Arlindo Furtado salientou que a Igreja, assim como o Estado, está ao serviço do mesmo povo, por isso o encontro foi amigável, de partilha de visão de interesses comuns e, particularmente, neste momento que o país atravessa o mau ano agrícola, para que todas as forças se unam para enfrentar essa situação.

Relativamente à seca, o Cardeal Arlindo transmitiu ao Governo que a população tem direito a viver com dignidade e por isso mostrou abertura da igreja em fazer o possível para, também, apoiá-la. “É necessária uma capacidade organizativa da vida pessoal e coletiva, pois há a questão da mudança de mentalidade e comportamentos na forma de lidar com a água, com o pasto e com o espaço de culturas”, frisou.

Todos devem fazer a sua parte numa sociedade, disse o Cardeal, e “se os recursos são escassos, têm que ser muito bem geridos. A Igreja tem também o seu papel de ajudar as pessoas nessa sensibilização de agir com muito mais inteligência e razoabilidade».

No que toca à questão de património religioso edificado, Dom Arlindo Furtado avançou que existe uma parte de património com interesse nacional pertencente à igreja, mas que estão a servir a comunidade.

Fonte: Site do Governo

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