CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO E PROCISSÃO DO «ENTERRO DO SENHOR»

Logo de manhã de sexta-feira os seminaristas animaram na catedral o Ofício da Leitura e as Laudes. À tarde, a cerimónia litúrgica foi presidida pelo bispo da Diocese de Santiago D. Arlindo Furtado e contou com a presença de muitas centenas de pessoas da cidade da Praia que demostraram a sua fé participando também na tradicional procissão do «enterro do Senhor» pelas ruas da capital, retomada desde 2015.

O Bispo Dom Arlindo Furtado celebrou nesta sexta-feira Santa, dia 14, às dezasseis horas, a Celebração da Paixão de Cristo, feita de Liturgia da Palavra, Adoração da Cruz e Comunhão eucarística, seguida da Procissão do «Enterro» do Senhor. «Este acto devocional, foi extinto em 1975, mas há dois anos o conselho paroquial achou por bem retomar esta prática de vocacional com as devidas actualizações, disse o Padre António Manuel», Pároco da Paróquia de N. Sra da Graça.

A celebração da Paixão terminou depois das 18 horas, mas centenas de fiéis saíram ainda em procissão a meditar sobre a morte de Jesus e as dores de Nossa Senhora das Dores.

A catedral Nossa Senhora da Graça não foi suficiente para receber tantos fiéis que participaram nos ritos da semana santa. Durante a homilia, Dom Arlindo Furtado explicou que Jesus se humilhou e morreu na cruz para manifestar o amor de Deus para connosco. E acrescentou citando Isaías que Isaías 52, 53 “nos dá a imagem da projeção do nosso pecado descarregado sobre o verbo sofredor, figura do messias fazendo dele quase um monstro, sem aparências humanas, tal o resultado do nosso pecado, resultado da nossa ruptura com Deus, da nossa inclinação para o mal, do domínio do maligno sobre nós próprios”.

Na segunda leitura, Cartas aos Hebreus “Jesus aceitou voluntariamente” e explica o celebrante que quando os soldados conduzidos por Judas traidor foram prender Jesus, Ele perguntou. Quem buscais? E responderam, Jesus de Nazaré. “O puder de Jesus é tal que perante Ele, que podem fazer os homens? Jesus veio para mostrar a fidelidade de Deus para connosco de uma forma incondicional assumindo para si a exigência de fidelidade ao desígnio de Deus e salvação da humanidade” disse o Dom Arlindo.

O presidente da celebração, e os demais padres entraram em silêncio, reverenciaram o altar e, em seguida, oraram por alguns minutos, exaltando Cristo como o Verdadeiro Cordeiro Pascal. Seguidamente, deu-se início à entronização e adoração de Cristo na cruz, levando os fiéis a meditarem sobre a maior dádiva de Deus à humanidade.

A procissão do Enterro do senhor teve lugar logo após o fim da Celebração da Paixão de Cristo e a Adoração de Cristo, duas cerimónias que tiveram início na pro-catedral. Durante o cortejo fúnebre pelas ruas da cidade da Praia muita oração. Presentes estiveram também vários turistas que aproveitaram esta cerimónia para celebrar o início da Páscoa.

Hoje a Vigília Pascal começa às dez da noite. E no Domingo de Páscoa, dia 16 a missa da Páscoa da Ressurreição na Catedral será às 11 horas e 18 horas.

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